AMC

Associação de Moradores da Comunidade Antônio Maria Coelho

Localiza-se a 45 km da sede do município de Corumbá, próximo à Rodovia BR 262, junto à antiga Estação da Rede Ferroviária Federal S/A – Noroeste do Brasil. Trata-se de uma centenária onde atualmente residem 47 famílias, que sobrevivem de trabalhos nas empresas terceirizadas das mineradoras, prestam serviços em balneários, trabalham em fazendas próximas, além das que se dedicam ao extrativismo da bocaiuva (REIS et al., 2013).

A comunidade vem se destacando pela atividade extrativista dos frutos de uma variante local da palmeira da macaúba (Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Mart), denominada de bocaiuva. Dos frutos é retirada a polpa que pode ser comercializada fresca ou congelada, usada para sucos ou sorvetes ou para a produção artesanal de farinha de bocaiuva, produto típico com uso variado na culinária regional. Em menor proporção também é feita a extração do óleo. A bocaiuva é uma palmeira nativa das florestas tropicais cujo estipe atinge de 10 a 15 m de altura e 20 a 30 cm de diâmetro. O tronco, também denominado de estipe, é coberto por espinhos escuros, pontiagudos. As folhas, verdes, chegam 4 a 5 metros. (LORENZI et al., 1996).

Desde 2006 a Embrapa Pantanal, em parceria com a ONG Ecologia & Ação (ECOA), entre outros, desenvolve ações junto à comunidade AMC, cujo objetivo foi a caracterização socioeconômica e identificar os sistemas de produção predominantes na localidade, com propósito de levantar demandas para geração, adaptação e apropriação de suas tecnologias (CAMPOLIM et al., 2009).

Atualmente, a Embrapa Pantanal, por meio do projeto “Desenvolvimento tecnológico do sistema produtivo sustentável da macaúba (Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Mart.) no Pantanal de Mato Grosso Sul – BOCPAN”, cujo objetivo é desenvolver tecnologias e processos que contribuam para o aproveitamento sustentável da macaúba no Pantanal de Mato Grosso do Sul, liderado pelo pesquisador Fabio Galvani, financiado pelo Macroprograma 2 (Desenvolvimento de sistemas de produção para espécies nativas dos biomas), desenvolve ações de pesquisa junto a comunidade AMC, de modo a promover, incentivar e aprimorar o processo de obtenção, artesanal e mecânico, da farinha de bocaiuva. Em 2011 foi estabelecida parceria com a UFMS/CPAN e SEBRAE e já foi iniciada a preparação para estruturação da Associação local.

A principal demanda já levantada é a capacitação técnica e gerencial dos membros da Associação de AMC visando a geração de renda a partir da produção artesanal de produtos de panificação e do aproveitamento de frutos que ocorrem no local, tais como: bocaiuva, caju, goiaba, acerola, manga, entre outros.

mapa corumba